PÉ NA TÁBUA E VOLUME NA MÁQUINA

Se você está cansado do som do seu carro, existem muitas novidades no mercado. Para todo gosto e bolso.

Por Anderson Cavalcante e Rachel Melamet


Você certamente já parou ao lado de um carro que o faz tremer com o volume do seu rádio. O dono deve ser um dos muitos apaixonados por som.







Apesar de ainda haver quem prefira o bom e velho toca-fitas, escutar CD no carro já não é um luxo para a minoria. O aparelho simples, com auto-falantes básicos, pode ser instalado em seu carro por até R$ 500. Algumas pessoas, no entanto, gastam até R$ 30 mil para deixar o som do carro impecável e torná-lo capaz de agradar aos ouvidos e deixar as pessoas de boca aberta.

Deixando de ser um "hobby", o som automotivo profissionalizou-se e passou a ter competições e até ganhou um curso técnico de instalação. Analista de suporte Ricardo Sousa Silva assistiu a uma competição de som automotivo há alguns anos e decidiu equipar o seu Astra GLS para competir. "Minha maior preocupação era manter o carro original e não perder o espaço interno. Reduzi um pouco o porta-malas, mas ainda sobrou espaço". Gastando quase R$ 6 mil, Silva obteve patrocínio de uma loja de som no ABC, e foi o Campeão Nacional de 2003 na Categoria Novatos, após vencer a última etapa das competições promovidas pela International Auto Sound Challenge Association (IASCA).

Competições - A IASCA, no Brasil, desde 1994, registrada como Associação Brasileira de Auto Regulamentação de Campeonatos de Som Automotivo, organiza concursos e, segundo o presidente Dirceu Pedrero Junior, pelo fato dela não ter fins lucrativos e reunir fabricantes, importadores, lojistas e competidores, os torneios se tornam mais justos e imparciais. "O objetivo é divulgar os produtos da indústria de equipamentos, educar lojistas e consumidores na melhor forma de utilizá-los, e oferecer um evento agradável.

O interesse da indústria nestes eventos não é por acaso.

Os campeonatos servem como laboratórios onde técnicos e usuários mostram aos fabricantes o que desenvolver ou aperfeiçoar nos produtos. Segundo Leandro Paganini, ex-competidor e atual juiz nas competições promovidas pela IASCA, a avaliação feita nos campeonatos não é dos equipamentos, mas da qualidade da instalação e do audio. "Utilizamos um CD de referência, com vários instrumentos, para avaliar todos os itens do precesso.

Profissionalização - Em parceria com a JVC, o Senai criou o Escola de Som Automotivo Nível II (ESA) que ensina desde fundamentos básicos de Física até a instalação, utilização e relacionamento com clientes. Segundo Hitoshi Reido, consultor da JVC e idealizador do curso, 70% dos participantes conseguem colocação imediata no mercado. O curso dura 138 horas. Mais informações, no Senai, na rua Moreira de Godói, 226 - Ipiranga.

Na onda tuning - Antenada na onda do tuning, a JVC baseou as inovações de sua linha de som automotivo 2004/2005 na mania mundial de personalização de veículos. São oito novos modelos com o conceito EXAD – Excelência de Produto com Alto Valor Agregado.

"O design mais ‘clean’ e a frente na cor preta, mais discreta do que o prateado original e que combina melhor com os painéis dos veículos, tem tanta importância para os consumidores que personalizam seus carros quanto as tecnologias que melhoram a performance do som", explica Luciano de Sá, gerente de Som Automotivo da JVC. O modelo top de linha é o KD-AR7000, com display OEL (Orgânica Electroluminescente) de 256 cores, que garante a nitidez das imagens captadas pela tecnologia PICT (Personalized Image Capture Technology), de qualquer ângulo de visão.

Outra novidade é o CC Converter, que oferece reprodução musical com a máxima linearidade. Com 200W de potência, o KD-AR7000 faz ainda a simulação de sete ambientes, o que permite gerar um sistema de "home theater" dentro do carro. Preço: R$ 2.399.

 

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